O que é joanete
O joanete é denominação popular de uma deformidade do primeiro dedo do pé, chamado de hálux.
O hálux sofre um desvio em valgo, ou seja, se desvia em direção ao segundo dedo do pé, formando uma saliência óssea na base do primeiro dedo.
Forma-se um joanete quando seu dedão do pé aponta para o segundo dedo do pé, forçando a articulação do dedão a ficar maior e projetada para fora.
Dentre os fatores de risco para formação do joanete, ocorre a influência do uso de sapatos de salto alto, assim como sapatos apertados ou de pontas estreitas. Outro fator de risco é a presença de doenças reumatológicas, tais como a artrite, que pode resultar em deformidades articulares, inclusive nas articulações dos pés. A presença de má formação congênita das articulações dos pés também pode ser um fator de risco para formação do joanete e a hereditariedade, ou seja, pessoas de uma mesma família que apresentam joanetes, também influencia o surgimento de novos casos.
Muitas vezes o joanete não leva a sintomas de dor. Resulta somente na presença da deformidade, o que dificulta o uso de calçados apertados ou de ponta fina. Dependendo do grau da deformidade, a forma de pisar pode estar prejudicada, sobrecarregando outras articulações, tais como o tornozelo, resultando na inflamação dessas articulações. Em alguns casos, a articulação do primeiro dedo pode inflamar, levando a dor no local do joanete, dificultando a caminhada.
Para o diagnóstico do joanete é necessário uma avaliação ortopédica, onde através do exame físico observa-se o aspecto da deformidade. O raio-x auxilia na avaliação da deformidade, do desvio e do desgaste articular. O exame de baropodometria permite a avaliação da pisada e a avaliação da interferência do joanete na forma de pisar.
Dor no ombro – Ortopedista do CREB explica o que é e como tratar
Confira como funciona o ombro e como tratar a dor
O manguito rotador é um grupo de músculos e tendões localizado próximo ao úmero. Ele é composto por quatro músculos: Subescapular, Supraespinhoso, Infraespinhoso e Redondo Menor. Sua função principal é oferecer estabilização e movimentação ao ombro. A lesão no manguito rotador pode trazer dor nos ombros, principalmente à noite (podendo irradiar para o braço), dificuldade de realizar todos os movimentos com os ombros, sensibilidade, inchaço, vermelhidão e até fraqueza progressiva do ombro.
A dor no ombro pode ser consequência de alguma outra doença
Segundo o ortopedista especialista em ombro e cotovelo, Ricardo Sheps, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia, o manguito rotador pode sofrer uma lesão devido a causas mecânicas, ambientais, traumáticas ou genéticas. Mas muitas vezes, o paciente acha que a dor que está sentindo no ombro é apenas consequência de um mal jeito qualquer, se automedica e não procura um especialista. Trata-se de um grave erro, aponta o médico.
– Ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado. Somente um médico poderá fazer o diagnóstico correto e propor o melhor tratamento. Uma lesão no manguito rotador precisa ser tratada corretamente, e quanto antes melhor. Isso sem falar que a dor no ombro pode ser consequência de alguma outra doença, inclusive da coluna cervical. Só um especialista poderá avaliar – garante ele.
O médico do CREB explica que a lesão pode advir de causas mecânicas, ou seja, aquelas que apresentam alterações na anatomia do ombro e um quadro que chamamos de síndrome do impacto, quando o tendão é machucado até o seu rompimento. As causas ambientais estão ligadas ao envelhecimento natural do tecido, reforçadas pela obesidade, tabagismo e diabetes. As causas traumáticas, aponta o Dr. Ricardo, acontecem a partir de lesões eventuais, como uma queda ou um trauma. As causas genéticas, como o próprio nome diz, têm a ver com a genética da pessoa.
Cada caso de Dor é tratado de forma particularizada
– Além do exame físico, diagnosticamos a inflamação do manguito rotador com o auxílio de exame de imagens, ou seja, raio-X digital e ultrassonografia, ambos disponíveis no CREB. Em algumas ocasiões, solicitamos uma ressonância magnética. Quando há queixas como dores na coluna cervical ou dorsal, outros exames poderão ser solicitados. É muito importante deixar claro que no CREB o atendimento é individualizado. Cada caso é tratado de forma particularizada. Às vezes, o paciente tem uma pequena lesão e sente muita dor, mas o contrário também acontece – afirma.
A boa notícia é que a lesão do manguito rotador tem tratamento. No CREB, pontua o ortopedista, a opção é por protocolos que incluem o uso de modernos aparelhos, técnicas avançadas de fisioterapia e acupuntura, além de treinamentos musculares supervisionados. Em alguns casos, uma excelente opção é a Terapia de Ondas de Choque, que utiliza ondas de choque e, em geral, com apenas três ou quatro sessões apresenta resultados excelentes.
– A TOC tem índices superiores a 85% de sucesso com o tratamento, evitando uma possível cirurgia nos casos mais difíceis. Mas volto a dizer: o tratamento é individualizado e o que é receitado para um não necessariamente será receitado para outro paciente – reforça o Dr. Ricardo, especialista em ombro e cotovelo.
Dor nas mãos e nos punhos pode ser síndrome do túnel de carpo
Dor intensa na mão e no punho, perda da força e dormência no local podem ser sintomas de problemas na coluna cervical
Mas é preciso estar atento porque também pode ser um quadro indicativo de síndrome de túnel de carpo, que é a compressão do nervo mediano do punho. É preciso procurar um médico ortopedista, em busca do diagnóstico e tratamento adequado. Segundo a ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – Dra. Renata Rosenfeld, buscar o auxílio de um especialista é fundamental “porque quanto mais cedo, mais fácil e chances de sucesso tem o tratamento”.
Consulte um médico para a avaliação dos Sintomas da Dor
A médica do CREB diz que muitas vezes pode se confundir os sintomas de problemas na coluna cervical e a síndrome de túnel do carpo.
“Um especialista saberá distinguir e dar o diagnóstico correto. E temos um exame, a eletroneuromiografia, que elimina qualquer dúvida. É muito importante iniciar logo o tratamento, que deverá ser adaptado caso-a-caso, podendo ser utilizado medicamentos, fisioterapia analgésica, cinesioterapia e acupuntura. Quando tratamos a síndrome de túnel de carpo logo no início, há boas chances de recuperação sem a necessidade de cirurgia”, explica ela, citando como causa da patologia trauma Lesão por Esforço Repetitivo (LER), doenças sistêmicas (como diabetes, lupus e artrite reumatóide), além da gravidez (devido a alta retenção de líquido).
Síndrome de túnel de carpo
A síndrome de túnel de carpo é uma das principais queixas que chegam ao consultório da Dra. Renata, mas não é a única. Muita gente a procura com tendinite De Quervain, que é a inflamação do tendão no polegar. “O paciente sente dor no punho, no polegar e muitas vezes irradiando-se para o ante braço, e tem dificuldade de fazer o movimento ao utilizar força e pressão com o polegar. As causas podem ser um trauma e Lesão por Esforço Repetitivo (LER), entre outras”, explica.
Uma terceira queixa muito comum é o chamado “dedo em gatilho”. Segundo a médica do CREB, trata-se de um processo inflamatório entre a palma da mão e o início dos dedos, onde forma-se um calo. “Em estágios mais avançados, pode aparecer uns estalos e aprisionamento do dedo, precisando ajuda para liberá-lo para o movimento, como se fosse gatilho, daí o nome. a boa notícia é que há tratamento que deve ser indicado caso-a-caso. No CREB, dispomos de um aparelho fisioterápico de crochetagem, que pode ser útil para esse tratamento e que faz parte de protocolos de tratamento que temos para esse fim. Poucas clínicas dispõem desse aparelho”, ressalta ela.
A Dra. Renata Rosenfeld orienta a pessoa que sente dores nos punhos ou mãos a procurar um especialista o quanto antes, para a situação não se agravar. Segundo ela, o tratamento no início da lesão é sempre mais fácil. “Muitas vezes, a pessoa acha que a dor será passageira e convive com ela por um tempo. Aí percebe que a dor não passa e o quadro se agrava. Se sentir dor, deve procurar um médico, que poderá dar o diagnóstico e receitar o tratamento adequado – finaliza ela.
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